Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Mouriscas - Festas em Honra de S. Sebastião 2008

As festas em honra de São Sebastião, Padroeiro da freguesia de Mouriscas, Abrantes, atingi­ram o seu ponto alto, no dia 20 de Janeiro, com a tradicional procissão e os andores engalanados de oferendas, onde pontuaram os produtos derivados da agricultura que foram vendidos em leilão.
 
Patrono e protector dos mourisquenses, este Mártir levou bem longe a sua acção em defesa desta comunidade religiosa quer contras as pestes e outros males epidémicos, quer na defesa das plantações e do gado.
 
Segundo a Lenda e a História, S. Sebastião nasceu em França, em meados do séc. III, mas cedo foi para Milão, onde cresceu na fé cristã. Na idade adulta, alistou-se nas legiões do Impera­dor Diocleciano. A sua bravura destacou-se e chamou a atenção do Imperador que, desconhe­cendo o facto de Sebastião ser cris­tão, o nomeou comandante da sua guarda pessoal. Foi neste cargo que Sebastião se tornou o grande benfeitor dos cristãos encarcerados em Roma nesse tempo, visitando-os e consolando-os enquanto aguardavam pelo martírio.
 
Entretanto, o Imperador decretou a expulsão de todos os cristãos do seu exército, e Sebastião foi denunciado por um outro militar. Diocleciano, sentindo-se traído, tentou ainda fazer com que Sebastião renunciasse ao cristianismo, mas em vão; enraivecido, o imperador condenou o soldado cristão à morte. A ordem foi cumprida imediatamente. Os soldados romanos levaram Sebastião para um descampado, despiram-no, amarraram-no a um tronco de árvore e desferiram sobre ele uma chuva de flechas. Depois, abandonaram-no para que sangrasse até à morte.
 
À noite, Irene, uma mulher cristã, foi ao local com umas amigas para recolher o corpo do már­tir e sepultá-lo, mas qual o seu espanto quando constatou que ele ainda estava vivo. Irene escon­deu-o em sua casa, enquanto recuperava das feridas. Já restabelecido, Sebastião insiste em conti­nuar o seu processo de evangelização e decide apresentar-se novamente perante o Imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas e pedindo-lhe para deixar de perseguir os cristãos. Dio­cleciano não atende os pedidos, ordena que Sebastião seja espancado até à morte e, para impedir que o corpo fosse venerado pelos cristãos, atiraram-no para o esgoto público de Roma.
 
O seu corpo viria a ser recolhido e sepultado nas catacumbas da cidade imperial, em 287. Mais tarde, em 680, as suas relíquias foram solenemente transportadas para uma basílica construída pelo imperador Constantino. Naquela ocasião, uma peste terrível assolava Roma, vitimando mui­tas pessoas, mas a epidemia desapareceu a partir do momento da transladação dos restos mortais do mártir, de modo a que passou a ser venerado como o padroeiro contra a peste, fome e guerra. (Adaptado de vários textos históricos)
 
Esta efeméride apresentou, como em anos anteriores, o seguinte programa de acção:
 
14,30 H – Missa solene na Igreja Matriz em honra do Padroeiro S. Sebastião, seguida de procis­são;
16,00 H – Leilão de fogaças e concerto pela Banda Filarmónica Mourisquense.
 
Este evento religioso foi presidido pelo Padre Francisco José Esteves Valente, pároco das fre­guesias de Mouriscas, Alcaravela e Santiago de Montalegre, e contou, ainda, com a presença de uma imensidão de fiéis provenientes quer da comuni­dade mourisquense quer de outras comunida­des que encheram a Igreja Matriz de Mouriscas.
 
Desfilaram, na procissão, as imagens sagradas nomeada­mente São Sebastião e outros santos, nove fogaças representativas de vários casais, o cortejo religioso que formou duas filas, o pálio, a Irmandade do Santíssimo, a Banda Filarmónica Mourisquense e os fiéis.
 
A animação esteve a cargo da Banda Filarmónica Mourisquense, enquanto decorria a venda das fogaças.
                                                                                                João Sécio
publicado por matos_s às 18:49
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2 comentários:
De João Chamiço a 8 de Abril de 2008 às 23:46
Já conhecia mais ou menos a história do mártir S. Sebastião, mas nunca é demais refrescar o nosso conhecimento. Um abraço,

João Margarido Chamiço


De João Chamiço a 8 de Abril de 2008 às 23:52
Já agora, e presumindo que tem alguma influência na organização dessa festa, para a próxima vez podem convidar o Orfeão de Almeirim para realizar um Concerto durante as festas. É uma ideia que pode ser útil.


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