Sexta-feira, 23 de Setembro de 2005

DESEMPREGO: Centro de Emprego de Abrantes

O estudo da taxa de desemprego oficial nos concelhos pertencentes ao Centro de Abrantes designadamente Abrantes, Constância e Sardoal conclui que, por cada cem trabalhadores, Abrantes tem cerca de nove desempregados (valor muito superior à taxa de desemprego oficial nacional), enquanto que Constância e Sardoal pos¬suem apenas seis.

De facto, a taxa oficial de desemprego analisada neste estudo não corresponde à realidade. Em tempo oportuno, explicarei os conceitos de desemprego oficial, corrigido e real. Assim sendo, e segundo a metodolo-gia do INE, o desemprego corrigido (o que se aproxima do real) no concelho de Abrantes atinge o valor de 12,8 % – por cada 100 trabalhado¬res em Abrantes 13 estão desempregados.


A análise do desemprego utiliza os dados dos Censos Populacionais do Instituto Nacional de Estatística (INE). Compara a força de trabalho inactiva nos citados concelhos, através da percentagem – indicador de fácil compreensão – do número de trabalhadores sem ocupação, mas prontos e aptos para o cumprimento do exercício das suas funções diárias.

1 – ANÁLISE DO DESEMPREGO: ABRANTES LIDERA O RANKING
O concelho de Abrantes está na pior posição do ranking do desemprego. Regista-se uma redução do número de trabalhadores desempregados nos concelhos de Constância e Sardoal.

Traçado este cenário do mundo laboral nos citados concelhos e no período compreendido entre 1991 e 2001, o estudo conclui que o desemprego cresceu em Abrantes e reduziu-se significativamente em Constância e Sardoal. Na realidade, no horizonte temporal em estudo, Abrantes aumentou o desemprego, porém, Constância e Sardoal criam emprego.

As taxas de desemprego, segundo os censos de 1991 e 2001, registaram respectivamente os valores de 4,7 % e 6,5 %. Indicam que, em 2001, Constância e Sardoal registam valores inferiores à taxa de desemprego oficial nacional. Abrantes atinge o valor mais elevado.


2 – OS CUSTOS DO DESEMPREGO
O desemprego tem consequências sociais e individuais devastadoras. Gera exclusão social, miséria, perda de auto-estima, redução das condições de subsistência dos agregados familiares, problemas psicológicos graves nos trabalhadores, mau relacionamento familiar e social, perda de qualificações, competências e saberes. Tem igualmente consequências económicas graves: reduz as receitas e aumenta as despesas no sistema de segurança social.

Este cenário triste, desolador e sombrio contrasta com os privilégios dos titulares de alguns cargos políticos. Apenas um exemplo: alguns autarcas criam uma empresa municipal financiada com os dinheiros dos nossos impostos; nomeiam-se administradores; têm assim direito a mais uma retribuição (tacho). Sócrates já deveria ter cumprido a promessa de acabar com este “rega¬bofe”, publicando o diploma legal em que cada político receberia apenas uma remuneração e um terço de outra. Estes desequilíbrios entre a comunidade política e a sociedade civil geram desi¬gualdades e degradam a qualidade de vida dos portugueses.

3 – O COMBATE AO DESEMPREGO
O combate ao desemprego exige uma estratégia para o concelho de Abrantes. Depende de um modelo económico nos domínios da Fiscalidade e de uma política activa local de emprego – criar estímulos e incentivos à formação de novas empresas bem dimensionadas a instalar no par¬que industrial. Passa pela instalação de um pólo industrial, na freguesia de Mouriscas, próximo da Auto-Estrada n.º 23, investimento estruturante, que permitirá a criação de novas áreas de negócios.

PS1 – Mourisquenses não tenham medo de exigir – porque pagam impostos – a pavimen¬tação das seguintes ruas e vias: Fonte Branca, Lomba, barragem do Negrelhinho, Capela da Nos-sa Senhora dos Matos, Murteira, etc..

PS2 – “Dez mitos sobre a governação e corrupção”, estudo do Banco Mundial, conclui que Portugal poderia, em termos de desenvolvimento, situar ao nível da Finlândia se não fosse a cor-rupção; o rendimento de cada português poderia triplicar; reduzir-se-ia as taxas de mortalidade infantil e de iliteracia, porque as famílias de fracos recursos perdem rendimento disponível
publicado por matos_s às 14:33
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