Quinta-feira, 20 de Abril de 2006

As Festas de S. Sebastião

Realizou-se, no passado dia 29 de Janeiro, a festa em honra de São Sebastião, Padroeiro dos mourisquenses e suporte religioso da nossa comunidade rural. Este acontecimento festivo repete-se ano a ano e manifesta a fé inabalável de uma população ao seu patrono e à Igreja Católica.

Arreigadas na alma dos mourisquenses, estas festas têm um sentimento acentuadamente religioso e a sua origem secular perde-se na bruma dos tempos. Mantém a sua singularidade na tradição rural, nos usos e costumes e na legítima riqueza popular que, ao longo dos tempos lhe concederam características históricas, culturais e sociais únicas.

De acordo com o Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal da Nazaré e em texto que adaptei: o nome de S. Sebastião anda associado à protecção contra a peste e outros males epidémicos, à defesa das plantações e do gado, sendo, por isso, patrono de muitas localidades rurais, como Mouriscas Valado dos Frades, Famalicão, etc.

S. Sebastião nasceu em França, em meados do séc. III, mas cedo foi para Milão, onde cresceu na fé cristã. Na idade adulta, alistou-se nas legiões do Imperador Diocleciano. A sua bravura destacou-se e chamou a atenção do Imperador que, desconhecendo o facto de Sebastião ser cristão, o nomeou comandante da sua guarda pessoal. Foi neste cargo que Sebastião se tornou o grande benfeitor dos cristãos encarcerados em Roma nesse tempo, visitando-os e consolando-os enquanto aguardavam pelo martírio.

Entretanto, o Imperador decretou a expulsão de todos os cristãos do seu exército, e Sebastião foi denunciado por um outro militar. Diocleciano, sentindo-se traído, tentou ainda fazer com que Sebastião renunciasse ao cristianismo, mas em vão; enraivecido, o imperador condenou o soldado cristão à morte. A ordem foi cumprida imediatamente. Os soldados romanos levaram Sebastião para um descampado, despiram-no, amarraram-no a um tronco de árvore e desferiram sobre ele uma chuva de flechas. Depois, abandonaram-no para que sangrasse até à morte.

À noite, Irene, uma mulher cristã, foi ao local com umas amigas para recolher o corpo do mártir e sepultá-lo, mas qual o seu espanto quando constatou que ele ainda estava vivo. Irene escondeu-o em sua casa, enquanto recuperava das feridas. Já restabelecido, Sebastião insiste em continuar o seu processo de evangelização e decide apresentar-se novamente perante o Imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas e pedindo-lhe para deixar de perseguir os cristãos. Diocleciano não atende os pedidos, ordena que Sebastião seja espancado até à morte e, para impedir que o corpo fosse venerado pelos cristãos, atiraram-no para o esgoto público de Roma.

O seu corpo viria a ser recolhido e sepultado nas catacumbas da cidade imperial, em 287. Mais tarde, em 680, as suas relíquias foram solenemente transportadas para uma basílica construída pelo imperador Constantino. Naquela ocasião, uma peste terrível assolava Roma, vitimando muitas pessoas, mas a epidemia desapareceu a partir do momento da transladação dos restos mortais do mártir, de modo a que passou a ser venerado como o padroeiro contra a peste, fome e guerra.

Posto isto, assistimos às comemorações do dia de S. Sebastião, efeméride que apresentou a seguinte programação:
15,00 H – Missa solene na Igreja Matriz em honra do Padroeiro S. Sebastião, seguida de procis¬são;
17,00 H – Leilão de fogaças e concerto pela Banda Filarmónica Mourisquense.

Este evento religioso foi presidido pelo Padre Francisco José Esteves Valente, pároco das fre¬guesias de Mouriscas, Alcaravela e Santiago de Montalegre, coadjuvado pelo Reverendo Francisco Bento. e contou, ainda, com a presença de uma imensidão de fiéis provenientes da comuni¬dade mourisquense que encheu, por completo, a Igreja Matriz de Mouriscas.

Desfilaram, na procissão, as imagens sagradas nomeadamente São Sebastião e outros santos, catorze fogaças representativas de vários casais, o cortejo religioso que formou duas filas, o pálio, a Irmandade do Santíssimo, a Banda Filarmónica Mourisquense e os fiéis.

A animação esteve a cargo da Banda Filarmónica Mourisquense, enquanto decorria a venda das fogaças, cujo produto financeiro reverte a favor do património paroquial.
publicado por matos_s às 13:32
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